
A confederação de futebol da América do Norte, América Central e Caraíbas (Concacaf), afirma rejeitar os planos da FIFA de vender participações no Mundial a investidores privados.
Todos os 41 membros da Concacaf reuniram-se na quinta-feira para discutir as propostas.
Após a reunião, a Concacaf divulgou um comunicado a anunciar a rejeição das propostas. A decisão surgiu depois de a UEFA, o organismo que rege o futebol europeu, ter anunciado que todas as suas 55 federações-membro boicotariam as competições da FIFA — incluindo o Mundial — caso os planos da entidade não fossem abandonados.
Durante a reunião, os membros expressaram profunda preocupação com a falta de um processo adequado em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer análise ou aprovação pelos órgãos de governação competentes da FIFA.
Além disso, questionou-se a necessidade de investimento de capital privado para financiar programas novos e existentes do 'FIFA Forward' logo após o Campeonato do Mundo da FIFA mais lucrativo da história.
"A discussão reforçou a necessidade de maior transparência e de uma governação adequada.Por estas razões, a Concacaf e as suas 41 associações-membro rejeitaram a proposta”
Anteriormente, a Concacaf já tinha condenado veementemente a forma como a FIFA apresentou a ideia. A confederação reuniu-se também na noite de quarta-feira, ocasião em que foram levantadas preocupações sobre o processo, a governação e as razões pelas quais uma FIFA com grandes reservas financeiras necessitaria de investimento externo.
As associações membros da Concacaf receberam o Mundial de Clubes do ano passado e o Campeonato do Mundo masculino deste verão. O Campeonato do Mundo Feminino de 2031 será também acolhido por associações-membro da Concacaf: Estados Unidos, México, Jamaica e Costa Rica.
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