
Depois de travar a Espanha, empate a zero no seu primeiro jogo de sempre em um mundial, os Tubarões Azuis voltam a fazer história ao empatar com o Uruguai 2-2.
Com pouco mais de meio milhão de habitantes, a selecção africana voltou a provar que não veio a este Mundial para ser figurante. Após o empate épico frente à Espanha, os cabo-verdianos enfrentaram o Uruguai — bicampeão mundial — e não se intimidaram. Kevin Lenini, numa execução irrepreensível de livre directo, apontou o primeiro golo de sempre de Cabo Verde em fases finais de Mundiais, fazendo explodir a bancadas.
O Uruguai reagiu e virou o resultado ainda antes do intervalo, mas Cabo Verde nunca baixou os braços.
Já na segunda parte, Helio Varela, lançado a partir do banco, aproveitou uma falha incrível de Mathias Olivera para restabelecer o empate e provocar festejos absolutamente selvagens entre jogadores, equipa técnica e adeptos.
No final do encontro, Helio Varela, visivelmente emocionado, não escondeu o orgulho pelo feito: “Disseram-nos que não tínhamos hipóteses, mas acreditámos sempre. Estamos a fazer história para o nosso povo”, afirmou o avançado, lembrando o percurso de superação desta selecção. O seleccionador Pedro Brito também reagiu à imprensa, sublinhando: “O que estes rapazes estão a conseguir é extraordinário. Mostrámos ao mundo que Cabo Verde pode competir com os melhores.” As declarações surgiram ainda em campo, no meio do delírio e da euforia cabo-verdiana.
Para Cabo Verde, este resultado abre agora um cenário impensável à partida: com dois empates contra adversários de elite, os estreantes estão a um pequeno passo de garantir a presença inédita nos oitavos-de-final. O próximo jogo, frente a uma selecção teoricamente mais acessível, pode carimbar uma qualificação histórica e lançar ainda mais este conjunto para as luzes da ribalta internacional.
ADP/lusa/CrioloSports
